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Qual é o nosso papel como líderes do varejo?

Na última edição do Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados APAS 2010, ocorrido há no começo do mês, em São Paulo, o presidente do Wal Mart Brasil, Héctor Nuñez, falou sobre o tema central do evento, a diversidade, mostrou as características da nova classe média brasileira e divulgou algumas ações aplicadas pela rede para se adaptar ao consumidor moderno.

 

O executivo fez uma análise do crescimento da economia brasileira nos últimos anos e traçou as perspectivas para o futuro dos negócios, em especial do setor supermercadista, no país.

 

 

Brasil, o país do futuro

“O Brasil é o melhor país neste momento para se viver e trabalhar”. Com essas palavras, Nuñez mostrou que está otimista com a perspectiva de crescimento do país.

O executivo enfatizou as misturas encontradas em todo o território nacional e disse que, graças a elas, o país se tornar referência mundial em diversas áreas. “No Brasil, cada região tem as suas características específicas em termos de população, relevo, clima e cultura. Aqui, por exemplo, podemos encontrar cerca de 22% da biodiversidade vegetal do mundo.”

Para Nuñez, esta diversificação trouxe melhorias no cenário econômico e na qualidade de vida dos brasileiros, em especial nas áreas mais carentes, expandindo a base de consumo do país e tornando-o reconhecido mundialmente.

Diante desse cenário, o executivo falou um pouco sobre as perspectivas para os próximos anos. Se continuar crescendo como agora, entre 2020 e 2026 o país poderá se tornar a 5° maior economia do mundo, ultrapassando a Alemanha, principal potência européia da atualidade.

“Durante décadas, muito se falava de que o Brasil era o país do futuro. Pois é, o futuro chegou, o mundo mudou e o Brasil também mudou, felizmente para melhor. Atualmente, o Brasil é a bola da vez”, enfatiza o executivo.

A nova classe média e o setor varejista

A classe média, que hoje compõe quase metade da população brasileira, é quem dita as regras do varejo.
Segundo Nuñez, a melhora do poder de consumo dos brasileiros, fator que possibilitou a migração de grande parte da população das classes D e E para a classe C, causou a transformação do formato da pirâmide social. “Não podemos mais falar em pirâmide; o formato agora é de barriga. Quando a base cresce, a economia consegue perceber a evolução”, explicou o executivo.

A melhora na qualidade de vida da população gerou também uma melhora no consumo. “Os brasileiros estão gastando mais,” completa.
Além dessas características, o presidente do Wal Mart afirmou que é importante para os varejistas perceberem qual é o perfil dos novos consumidores para saber onde e como investir. “Para onde está indo a renda disponível de quem trabalha nos setores de comércio e serviços? Para os segmentos de telecomunicações, como internet, TV a cabo e celular. O consumidor também está tendo gastos com serviços pessoais, dentistas, cuidados com a beleza, lazer, viagens e refeições fora de casa”, explica.

Os novos itens presentes atualmente na cesta, como molho de tomate e pratos congelados, mostram uma nova preocupação com a praticidade. Além disso, os alimentos funcionais ou produtos ligados ao bem-estar, como iogurtes, chás, sucos prontos para beber, também fazem parte dos gastos do consumidor da nova classe média.

As iniciativas do Wal Mart para atender o novo consumidor

Nuñez especificou as principais ações da rede de supermercados para atender seus clientes. A estratégia adotada pelo Wal Mart para conquistá-los foi apostar na diversificação dos canais de venda. A marca investiu em lojas de pequeno porte, no varejo online e nos “atacarejos” (formato de loja que mistura atacado e varejo).

As lojas de pequeno porte (estabelecimentos de 250 a 1000m² de área de vendas) aumentaram sua participação de 25% para 36%. Segundo Nuñez, isso é um reflexo da mudança causada pela preferência do consumidor por lojas de conveniência.

Já os “atacarejos” vêm ganhando espaço por conta do diferencial de preço oferecido, ainda muito importante para o novo consumidor. A proposta desse tipo de loja é oferecer aos clientes custo baixo, preços baixos e sortimento reduzido. De acordo com Nunes, a bandeira Maxxi está sendo expandida para diversas regiões.

A marca também investe no varejo virtual, muito importante do cenário atual e que tem como principais clientes as pessoas das classes A e B, de 25 a 45 anos. Este consumidor online dá grande importância à conveniência e à sofisticação, sem esquecer a questão do preço. Por isso, em 2008, o Wal Mart fez grandes mudanças nessa área. “Hoje trabalhamos com mais de 50 mil itens de 17 categorias de não-alimentos, entre eletrônicos, linha branca, e livros”.

Para finalizar, Nuñez falou sobre as iniciativas internas da empresa que contribuem com a diversidade.

Entre as principais ações, de destacam a criação de um calendário com as principais datas comemorativas que envolvem a diversidade, como o

Dia da Consciência Negra; cursos de línguas na linguagem de sinais para a equipe de RH; a inauguração da Escola Social do Varejo, que forma jovens para trabalhar em qualquer empresa do mercado, com foco nas áreas do varejo, como operador de caixa e logística; e ainda as Lojas da

Comunidade, que oferecem à população serviços que nem sempre estão disponíveis em algumas localidades, como a emissão de documentos, clínica médica, serviços bancários e acesso à internet.

Publicado em: 24/05/2010 09:33h
Por: Bianca Sorrentino

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Actualizado em Quarta, 08 Setembro 2010 14:20  

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