Brasil será o segundo maior mercado de cosméticos.
Vendas do setor crescem mais de 10% ao ano e passaram sem arranhões pela crise econômica
A professora de educação física
Elizandra Bittencourt Sotomaior gasta 20% do que ganha com cosméticos, perfumes e maquiagem. Nos últimos anos, a lista de compras da auxiliar administrativa Rosa Alves, por sua vez, passou a ter também cremes que combatem o envelhecimento, delineadores e gloss. A estilista Louise Alves volta do exterior com a mala abarrotada de perfumes e maquiagens, além de comprar cremes manipulados no mercado nacional. As brasileiras nunca compraram tanto produtos de beleza como agora.
Mesmo com a crise econômica no ano passado, essa indústria bateu recorde e cresceu 14,7%, com uma receita de R$ 24,97 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos no Brasil (Abihpec). Descontando a inflação no período, o crescimento foi de 11,8%. Para este ano, com a retomada da economia, as empresas esperam um avanço real de até 12% e acreditam que o Brasil tem grandes chances de superar o Japão e se transformar no segundo maior mercado mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.