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A renda extra da venda direta

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A renda extra da venda direta

Revender de porta em porta cosméticos, acessórios, moda e utilidades domésticas, sistema conhecido como venda direta, pode representar uma boa alternativa para complementar o orçamento. Como toda atividade autônoma, exige disciplina de quem quer trabalhar sem horário e sem patrão. O revendedor geralmente encaminha os pedidos por telefone ou pela internet, recebe os produtos em casa e faz os pagamentos por meio de boleto bancário.

Ser maior de 18 anos e ter o nome limpo nos serviços de proteção ao crédito são os primeiros requisitos para se tornar revendedor das principais marcas. Certos fabricantes exigem um investimento inicial, como a compra de alguns produtos, enquanto outros financiam a primeira venda. O revendedor encaminha os pedidos e só paga por eles depois de receber dos clientes.

Empresas tradicionais no sistema de venda direta oferecem treinamento, incentivos e prêmios a quem vende mais. O revendedor conta com a retaguarda de um sistema de atendimento ao consumidor, flexível para trocas em caso de reclamação, o que reforça a credibilidade do produto e da marca. Atenção aos detalhes. Alguns fabricantes exigem que o revendedor atinja metas mínimas nos pedidos. O revendedor também pode ter de assumir o prejuízo em caso de calote do cliente. Uma dica para reduzir esse risco é oferecer os produtos em locais conhecidos do revendedor, como o trabalho, o salão de beleza ou a academia. Revendedores experientes lembram que o segredo de vender bem é conhecer o produto e acreditar nele: ser também consumidor vai transmitir confiança e influenciar a decisão de compra. Assim como o produto, é preciso conhecer o cliente: saber, por exemplo, em que dia o pagamento é mais conveniente para ele. Informá-lo sobre as promoções também cativa. Para integrar o exército de revendedores porta a porta há três caminhos: ser indicado por outro revendedor da marca, cadastrar-se pela internet ou pelo telefone. O site da Associação Brasileira das Empresas de Venda Direta (www.abevd.org.br) tem links de empresas que oferecem essa opção de trabalho.

Fonte Resvista Veja Edição 1865 . 4 de agosto de 2004
http://veja.abril.com.br/040804/p_152.html
 

Actualizado em Quarta, 08 Setembro 2010 18:22
 

Fidelização de Clientes é Diferencial ou Necessidade.

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Fidelização de Clientes é Diferencial ou Necessidade.

Se clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem-sucedido, clientes fiéis são essenciais para a sustentação da liderança no negócio. Mas como uma empresa evolui de clientes meramente satisfeitos para clientes absolutamente fiéis?

Ser fiel é ser digno de fé; ser leal a seus compromissos; que não falha, seguro.  

Diante desses significados, é correto dizer que seus clientes são fiéis? Que são leais à sua marca? Que não falharão e seguramente continuarão fazendo negócios com sua empresa? Na maior parte das vezes, a resposta é não.  

Muitas empresas acreditam que fornecer produtos e serviços continuamente melhorados, a preços competitivos, seja o suficiente. Outras vão mais além, proporcionando programas de benefícios para usuários freqüentes e descontos preferenciais. Mas nada disso aumenta significativamente a fidelidade do cliente a longo prazo.

O objetivo da fidelização é reter os clientes, evitando que migrem para a concorrência, e aumentar o valor dos negócios que eles proporcionam. As empresas desejam clientes fiéis para obter vantagens financeiras. Já nos relacionamentos pessoais, a fidelidade está diretamente ligada a vantagens emocionais.  

Se somos leais a nossos amigos e companheiros porque construímos relacionamentos baseados em emoções, por que não agir da mesma forma no relacionamento com nossos clientes, dos quais esperamos lealdade? Como nos relacionamentos pessoais, fidelidade não se compra; se conquista a longo prazo através de atitudes que transmitam confiança, respeito, cuidado, atenção e carinho com o outro. E fidelização é um processo contínuo de conquista da lealdade, porque nenhum cliente é fiel de vez em quando - nem para sempre.  

E por que fidelizar?  

Segundo Philip Kotler, conquistar novos clientes custa entre 5 a 7 vezes mais do que manter os já existentes. Então, o esforço na retenção de clientes é, antes de tudo, um investimento que irá garantir aumento das vendas e redução das despesas.  
Clientes fiéis são muito mais propensos a comprar através de mais de um canal (telefone, loja, internet, etc) e tendem a consumir mais. E quanto mais fiéis, maior a vida útil da carteira de clientes da empresa, menor o custo de recuperação de clientes e maior valor financeiro agregado à marca.  

Clientes fiéis reclamam quando têm uma experiência ruim, porque querem ver seu problema resolvido, acreditam na marca/empresa e querem melhorá-la. Já os clientes infiéis vão embora sem o menor remorso e pior - ainda falam mal da empresa. Segundo Kotler, 95% dos clientes insatisfeitos não reclamam, apenas deixam de comprar, e Terry Vavra, consultor americano, afirma que um cliente insatisfeito costuma contaminar outros 13, enquanto que um satisfeito influencia apenas 5.  

Quanto uma empresa pode estar deixando de ganhar? Além da perda do cliente insatisfeito, há a perda de outros que são influenciados negativamente e o custo de recuperar esses clientes perdidos, se a empresa decidir investir nessa recuperação.

Da Satisfação à Fidelidade  

Por quê? Por que a maioria desses enfoques não está centrada no cliente individual e na sua definição individual de valor. Em vez disso, tratam os clientes como uma grande massa sem muita diferenciação.

Todo cliente espera sair satisfeito de uma transação comercial e também espera que a empresa esteja empenhada em satisfazê-lo. Mas ter um cliente satisfeito não garante sua fidelidade.  

O que influencia na satisfação dos clientes? Produtos e serviços de qualidade, preço percebido como justo, condições de pagamento satisfatórias, cumprimento de prazos e compromissos assumidos pela empresa, disponibilidade dos produtos/serviços, entrega adequada, escuta atenciosa, diálogo de compromisso, descontos e ofertas especiais e facilidade da compra.  

A satisfação se mede através da relação entre o que o cliente recebeu ou percebeu e o que esperava ter ou ver (percepção x expectativa). Se a percepção é maior do que a expectativa, o cliente fica muito mais satisfeito do que esperava. Mas se for menor, frustra-se e não registra positivamente a experiência.  

Como as expectativas dos clientes aumentam com o tempo, eles tendem a não mais se satisfazer se a empresa não conseguir acompanhar as mudanças de suas necessidades e desejos, o que demanda tempo e investimento.  

A satisfação pode ser obtida em uma única transação, mas a fidelidade só se conquista a longo prazo. Nada garante que um cliente satisfeito recusará as ofertas da concorrência. Já um cliente fiel pensará duas vezes antes de trair.  

A chave para a fidelidade a longo prazo é expandir valor para o cliente com base na sua definição individual de valor. Essa definição pode variar muito de um cliente (por exemplo, descontos no preço) para outro (por exemplo, atenção pessoal) e ainda para outro (por exemplo, acesso a informações).

A tênue linha que separa a satisfação total da fidelidade deve ser coberta por um escudo de confiança. Somente através de uma relação de confiança entre clientes e empresa pode-se criar barreiras para a ação da concorrência. As pessoas confiam em quem os respeita, os ouve e os surpreende. E são fiéis quando e enquanto confiam.  

E como tornar fiéis os clientes satisfeitos?  

Primeiramente, os clientes precisam ser identificados, porque não se estabelece uma relação com quem não se conhece. A partir daí, aprender sobre eles, suas necessidades e seus desejos, utilizando essas informações para estreitar o relacionamento e conhecê-los cada vez mais. Isso dá à empresa um diferencial e cria barreiras de confiança tornando inconveniente a migração para um concorrente, porque o novo relacionamento começaria do zero, sem nenhum conhecimento de ambas as partes.  

No longo prazo (não se esqueça que fidelidade mede-se em longo prazo), a única garantia é a "dor da mudança": o custo da migração, a inconveniência de mudar. A grande vantagem competitiva que sua empresa possui é o conhecimento de seus clientes. Todo o resto a concorrência pode oferecer a qualquer momento.  

As empresas bem-sucedidas em manter altos níveis de fidelização de clientes nos apresentam algumas lições importantes sobre a fidelização de clientes:

  • Um bom produto ou serviço será sempre a base para o desenvolvimento da fidelidade do cliente. Sem ele, nenhum programa para fortalecer o relacionamento de uma empresa com seus clientes será bem-sucedido.
  • As empresas devem desenvolver produtos e serviços personalizados de acordo com o que os clientes individuais querem e não de acordo com o que as empresas estão atualmente preparadas para oferecer ou de acordo com aquilo que acham que os clientes querem.
  • Desenvolver a fidelidade do cliente deve ser um compromisso de toda a empresa. Todas as atividades da organização devem servir ao objetivo de criar valor para o cliente.
  • Reunir informações sobre os clientes não é tudo. Por mais sofisticada que seja, a tecnologia da informação é simplesmente um instrumento para melhorar a qualidade do produto e do serviço para atender às necessidades individuais dos clientes.
  • O impacto econômico do foco de uma empresa na fidelidade do cliente torna-se evidente apenas após um longo período de tempo. Portanto, a avaliação a longo prazo do comportamento do cliente é essencial para se compreender o retorno sobre o investimento em iniciativas de fidelização. Sem avaliação, uma empresa pode perder prematuramente o seu foco na fidelidade do cliente.
  • Nunca perca de vista as atividades dos seus concorrentes..

 

Questões-chave para você responder:

  • Como o seu negócio poderia identificar os seus melhores clientes?
  • Qual é o principal valor do produto ou serviço de seu negócio para o cliente?
  • Que outras opções os seus clientes têm, dentro e fora do seu setor, para obter este valor?
  • Quais deveriam ser os limites de seus serviços?
  • Quais são as oportunidades de que sua organização dispõe para captar informações sobre seus clientes?
  • Como a sua organização poderia usar essas informações para fornecer produtos e serviços melhores, talhados para as necessidades individuais do cliente?
  • Que inconvenientes o cliente tem ao fazer negócios com a sua empresa ou você?
  • Quais medidas a sua organização poderia tomar para começar a reduzir os inconvenientes e expandir o valor?

A partir das respostas a essas perguntas, você poderá iniciar o processo de conduzir sua organização a tornar a fidelização de clientes parte integrante de sua missão.

Actualizado em Quarta, 08 Setembro 2010 18:21
 




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